quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Trabalho de conclusão de curso

Trabalho de conclusão do 3º ano do Ensino Médio baseado nos conteúdos vistos.
Criar um tema e selecionar os integrantes dos  grupos (até seis pessoas).
O trabalho será feito com no mínimo 15 e no máximo 20 páginas, contando todos os elementos.

Segue abaixo um guia para as normas a serem seguidas.
Este bimestre trabalharemos com o pré-projeto (esqueleto) do trabalho.
No final do ano faremos a apresentação e entrega.

Normas ABNT

domingo, 22 de julho de 2018

Literatura gótica


 

Surgiu na Inglaterra no século XVIII, se espalhando depois por outros países da Europa, como Alemanha e França.
Segundo especialistas, este tipo de literatura surgiu com o livro “O castelo de Otranto”, de Horace Walpole, de 1764. Com ele, características típicas da literatura gótica começam a ganhar destaque.
Suas características incluem o clima de terror e suspense dentro do estilo romântico. O cenário gótico que aparece com Walpole, que inclui castelos medievais, passagens secretas, ruídos inexplicáveis e outros elementos característicos.
Também conta com outros elementos, inclusive medievais, como palácios, templos, destroços, florestas, etc., e personagens melodramáticos como donzelas, cavaleiros e seres vis.
 Em sua simbologia há mistérios de tempos passados, manuscritos ocultos, previsões, maldições, etc. Também envolve o uso da psicologia do terror: pavor, insanidade, abuso da sexualidade, deformação do corpo, entre outros.
Conta, ainda com o imaginário sobrenatural, com seres demoníacos, espíritos, vampiros, bruxas, monstros, espectros, entre outros.
Ainda reflete sobre o poder e aspectos políticos e religiosos, com tópicos religiosos (como as cruzadas), o papel da mulher, a industrialização, revoluções e debates políticos, além de temas relacionados à estética e à filosofia.
Após a publicação da primeira obra, vários autores seguiram o estilo. Alguns nomes importantes são Mary Shelley, Edgar Allan Poe, Charles Baudelaire, Bram Stoker, Lord Byron, Oscar Wilde, Matthew Lewis, Ann Radcliffe, entre outros.
No Brasil, Álvares de Azevedo trouxe elementos da literatura gótica para sua obra, como a morte, a noite, a loucura e o vampirismo. Outros representantes no Brasil foram Cruz e Souza, Alphonsus de Guimarães e Augusto dos Anjos.
A ficção gótica é um termo que inclui o cinema, a literatura, quadrinhos e outras mídias que incluam o tema gótico.
 
Autores e Obras da literatura Gótica
  • Edgar Allan Poe: A Narrativa de Arthur Gordon Pym; O Gato Preto; O Corvo; A Filosofia da Composição; FairyLand; A Queda da Casa de Usher; Os Assassinatos da Rua Morgue; A Esfinge; A Máscara da Morte Rubra.
  • Charles Baudelaire: As Flores do Mal; Os Paraísos Artificiais; Pequenos Poemas em Prosa; Miudezas.
  • Mary Shelley: Frankenstein ou O Moderno Prometeu; The Last Man.
  • Bram Stocker: Drácula; O Castelo da Serpente; A Joia das Sete Estrelas; O Caixão da Mulher-Vampiro; A Toca do Verme Branco.
  • Lord Byron: Horas de Lazer; Poetas Ingleses e Críticos Escoceses; A Peregrinação de Childe Harold; O prisioneiro de Chillon; Manfred; Beppo; Don Juan.
  • Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos; Noite na Taverna.
  • Augusto dos Anjos: Saudade; Eu e Outras Poesias (único livro de poemas); Psicologia de um Vencido; Versos íntimos.
  • Cruz e Souza: Brasileiro. Tropos e Fantasias; Missal e Broquéis; Evocações(prosa); Faróis; Últimos Sonetos.
  • Oscar Wilde: O Retrato de Dorian Gray; O Fantasma de Canterville; O Filho da Estrela; Rosa Mystica; Flores de Ouro.
  • Florbela Espanca: Livro de Mágoas; Livro de Sóror Saudade; Charneca em Flor; Juvenília; Reliquiae; Sonetos Completos.
  • Emily Dickinson: Poems by Emily Dickinson; The Poems of Emily Dickinson; The Complete Poems of Emily Dickinson.
  • William Blake: Songs of Innocence; Book of Thel; A Song of Liberty; The Marriage of Haven and Hell; Songs of Experience; The Song of Los; Milton; Everlasting Gospel; Jerusalem.
  • Lewis Carroll: Alice no País das Maravilhas; Alice no País do Espelho; Algumas Aventuras de Silvia e Bruno; Rimas do país das maravilhas; A caça ao Turpente; Obras escolhidas.
  • Marion Zimmer Bradley: A Dama do Falcão; A Espada Encantada; As Brumas de Avalon; A Filha da Noite; A Queda de Atlântida; A Colina das Bruxas.







Fontes: Portal educação (KIRCHOF, Literatura brasileira); Info Escola; Wikipedia.



quarta-feira, 18 de julho de 2018

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Haicaístas Brasileiros

Haikai no Brasil

O primeiro literato a divulgar o haikai no Brasil foi Afrânio Peixoto (1875-1947), em 1919, através de seu livro “Trovas Populares Brasileiras”, o poeta fixa a forma do haicai brasileiro (5-7-5). Em 1922, o haicai em sua forma poética japonesa era discutido e praticado pelos poetas da “Semana de Arte Moderna”. Oswald de Andrade o adota em Pau Brasil (1925). Waldomiro Siqueira Jr., lança em 1933 o primeiro livro de haicais no Brasil. Guimarães Rosa em 1936 recebe prêmio da Academia Brasileira de Letras com “Magma”. Na década de quarenta, Guilherme de Almeida lhe dá a forma de rima adotada por muitos outros poetas. Mas foi Millôr Fernandez que, na revista semanal “O Cruzeiro”, o popularizou, entre milhares de leitores por todo o país. Seus haicais eram seguidos por charges refinadas, e da mesma verve humorística e irônica dos primeiros modernistas:

Millôr Fernandes

Viva o Brasil
onde o ano inteiro
é primeiro de abril
————————————————-
O pato, menina,
é um animal
com buzina
————————————————-
Eu sofro de mimfobia
tenho medo de mim mesmo
mas me enfrento todo dia



Afrânio Peixoto

Derrete-se o gelo.
Porém se resfria a água:
Ela fria, eu ardo…
————————————————-
Quando um galo canta
Os outros todos respondem:
Nenhum quer faltar.


Mario Quintana

Silenciosamente
sem um cacarejo
a Noite põe o ovo da lua…
————————————————-
O verso é um doido cantando sozinho,
Seu assunto é o caminho. E nada mais!
O caminho que ele próprio inventa……
————————————————-
Deus tirou o mundo do nada.
Não havia nada mesmo…..
Nem Deus!


Alice Rui

Primavera
até a cadeira
olha pra janela
————————————————-
Rede ao vento
se retorce de saudade
sem você dentro
…


Haikai: Poemas japoneses

Haikai é uma das formas poéticas mais conhecidas e apreciadas no Mundo. De origem nipônica, valoriza a concisão e a objetividade. São pequenos poemas que expressam não só a delicada sensibilidade oriental, mas as reações humanas ao mundo que nos cercam. É a arte de dizer o máximo com o mínimo de palavras. Expressão que capta um momento de experiência, um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza interior e nos faz olhar de novo o observado, a natureza humana, a vida… 

Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses (totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas), podendo ter variações nas diferentes línguas com versos mais curtos ou mais longos.


Em português é escrito Haicai, no Brasil, e Haiku, em Portugal.  A palavra haicai e suas variantes (haicu, haiku, haikai) derivam do japonês haikai, vocábulo composto de hai = brincadeira, gracejo e kai = harmonia, realização.

Em japonês, haikais são tradicionalmente impressos em uma única linha vertical, enquanto o haikai em Língua Portuguesa geralmente aparece em três linhas, em paralelo. Muitas vezes, há uma pintura a acompanhar o haicai ( chamada de haiga).

O formato tem suas raízes na renga, importante manifestação literária da cultura japonesa que remonta ao século XIII. Os versos eram escritos por vários autores, que respondiam a uma forma de “desafio elegante” entre si ao escrever.
Poemas Haikais são tão simples que podem ser escritos por crianças, mas também é o esboço de muito estudo e dedicação. Geralmente  evoca em sua narrativa a  exploração da vida, procurando criar uma imagem de algum pequeno momento, ligado à natureza de alguma forma. Apesar de muitos poemas expressarem um tom melancólico também podem manifestar  humor e diversão.
“Haijin” é o nome que se dá aos escritores desse tipo de poema, entre os mestres do século XVII estão Basho, Buson e Issa. Dentre os muitos que se destacou nesta arte, o principal haijin (ou haicaísta) foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer do haikai uma prática espiritual. Além de ter feito milhares de seguidores, Basho, pela sua própria vontade, abriu mão de suas atividades remuneradas como crítico e instrutor para viver em recolhimento e pobreza e exercer influência sobre o desenvolvimento posterior da arte do haikai, elevando-o a uma forma de ver e de viver o mundo.
O Haicai mais famoso de Ôshima Ryôta, descreve a curta duração da florada da cerejeira, do desabrochar até a queda das flores. Pode ser também interpretado como uma parábola da existência humana. Face à morte, o homem notará que a mais longa das vidas parecerá ter sido tão fugaz quanto às flores de cerejeira.


Haikais japoneses





Quantas memórias
me trazem à mente
Cerejeiras em flor

Um antigo lago em silêncio …
Um sapo pula na lagoa,
splash! Silêncio novamente.

Bashô



Primeira manha
Até a minha sombra
está cheia de vigor

Issa



No caminho de Shirakawa
uma rapariga vende flores
Primeiro arco-íris

Shimei


Na berma do caminho
florescia uma malva
O cavalo comeu-a

Bashô







Saiba mais em: skdesu



O que é variação linguística?


A variação linguística é um fenômeno natural que ocorre pela diversificação dos sistemas de uma língua em realção às possibilidades de mudança de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ela existe porque as línguas possuem a característica de serem dinâmicas e sensíveis a fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante e o grau de formalidade do contexto da comunicação.
É importante observar que toda variação linguística é adequada para atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante. Assim, quando julgamos errada determinada variedade, estamos emitindo um juízo de valor sobre os seus falantes e, portanto, agindo com preconceito linguístico.

⇒ Tipos de variação linguística

→ Variedade regional

São aquelas que demonstram a diferença entre as falas dos habitantes de diferentes regiões do país, diferentes estado e cidades. Por exemplo, os falantes do Estado de Minas Gerais possuem uma forma diferente em relação à fala dos falantes do Rio de Janeiro.
Observe a abordagem de variação regional em um poema de Oswald de Andrade:
Vício da fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.

Agora, veja um quadro comparativo de algumas variações de expressões utilizadas nas regiões Nordeste, Norte e Sul:

Região Nordeste
Região Sul
Região Norte
Racha – pelada, jogo de futebol
Campo Santo – cemitério
Miudinho – pequeno
Jerimum – abóbora
Alçar a perna – montar a cavalo
Umborimbora? – Vamos embora?
Sustança – energia dos alimentos
Guacho – animal que foi criado sem mãe
Levou o farelo – morreu

→ Variedades sociais

São variedades que possuem diferenças em nível fonológico ou morfossintático. Veja:

Fonológicos - “prantar” em vez de “plantar”; “bão” em vez de “bom”; “pobrema” em vez de “problema”; “bicicreta” em vez de “bicicleta”.
Morfossintáticos - “dez real” em vez de “dez reais”; “eu vi ela” em vez de “eu a vi”; “eu truci” em vez de “eu trouxe”; “a gente fumo” em vez de “nós fomos”.

→ Variedades estilísticas

São as mudanças da língua de acordo com o grau de formalidade, ou seja, a língua pode variar entre uma linguagem formal ou uma linguagem informal.
Linguagem formal: é usada em situações comunicativas formais, como uma palestra, um congresso, uma reunião empresarial, etc.

Linguagem Informal: é usada em situações comunicativas informais, como reuniões familiares, encontro com amigos, etc. Nesses casos, há o uso da linguagem coloquial.

Gíria ou Jargão: É um tipo de linguagem utilizada por um determinado grupo social, fazendo com que se diferencie dos demais falantes da língua. A gíria é normalmente relacionada à linguagem de grupos de jovens (skatistas, surfistas, rappers, etc.). O jargão é, em geral, relacionadao à linguagem de grupos profissionais (professores, médicos, advogados, etc.)

Por Mariana Rigonatto
Graduada em Letras

Fonte: Brasil escola

segunda-feira, 19 de março de 2018

Cronograma de aula - próximas semanas

2ºs EM:

Esta semana (19 a 23/03):
- Entrega das questões sobre Estilos de época para correção. Entregar até quinta-feira;
- Conectivos: texto e exercícios para responder e vistar;
- Leitura: Noite na taverna;
- Coesão e coerência;
- Correção dos exercícios - Estilos de época.

Semana que vem (26 a 30/03):
- "Provão";
- Feedback de leitura de produções textuais;
- Revisão de produções textuais expositivas e argumentativas, com base no resultado da correção das produções;
- Correções das avaliações diagnósticas;
- Feriado.

Semana de 2 a 6/04:
- Entrega de apostilas até quarta-feira;
- Correções de apostilas (quarta, quinta e sexta-feira);
- Entrega de dissertação de abril. Tema (retirado de ENEM):
 Consequências da busca por padrões de beleza idealizados (nota para 2ºB);

Semana de 09 a 13/04:
- Romantismo;
- Atividade de produção textual (leitura e criação de Artigo de opinião) para nota 2ºB. Texto a definir.
- Fechamento do 1º Bimestre.


3ºs EM:

Esta semana (19 a 23/03):
- Entrega das questões do livro didático até quarta-feira;
- Aposto e vocativo: texto e exercícios para responder e vistar;
- Leitura: Vidas secas, de Graciliano Ramos;
- Correção de exercícios de caderno;
- Concordância (livro didático).

Semana que vem (26 a 30/03):
- "Provão";
- Feedback de leitura de produções textuais;
- Revisão de produções textuais expositivas e argumentativas, com base no resultado da correção das produções;
- A definir;
- Feriado.

Semana de 2 a 6/04:
- Entrega de apostilas até quarta-feira;
- Correções de apostilas (quarta, quinta e sexta-feira);
- Entrega de dissertação de abril. Tema (retirado de ENEM):
 Consequências da busca por padrões de beleza idealizados (nota para 2ºB);

Semana de 09 a 13/04:
- Realismo;
- Atividade de produção textual (leitura e criação de Resenha crítica) para nota 2ºB. Texto a definir.
- Fechamento do 1º Bimestre.