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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Vocativo

Termo que tem a função de chamar, invocar ou interpelar dentro da oração. Não possui relação sintática com outros termos da oração, não pertencendo nem ao sujeito nem ao predicado; porém, relaciona-se com a segunda pessoa do discurso. Pode ser antecedido ou não por interjeição de apelo (Ei! Olá! etc.).
Vejamos alguns exemplos:

Não diga isso dentro de uma igreja, Amanda!
Ei! Moço! Com licença, pode me dar uma informação?

Distinguindo vocativo de aposto

Como dito anteriormente, o vocativo não mantém relação sintática com os demais termos da oração, enquanto o aposto mantém essa relação. Além disso, os dois têm funções diferentes. Enquanto o vocativo serve para chamar ou interpelar um interlocutor, o aposto explica ou especifica um termo de valor substantivo ou pronominal.
Veja exemplo:

Oh, Senhor, escutai minhas súplicas! Cura Tereza, minha filha querida, dessa doença terrível!
Na frase acima o termo “Oh, Senhor” é o vocativo e “minha filha querida”, o aposto.

Vocativo e vírgula

Separar o vocativo dos demais termos da frase com vírgula é obrigatório, pois não seguir essa regra pode alterar completamente o sentido proposto.
Vejamos exemplos de aplicação de vírgula atrelada ao vocativo:

1) Fernanda me contou uma história pessoal.
2) Fernanda me contou uma história, pessoal.

Na frase 1, a ausência de vírgula indica que o sujeito (Fernanda) contou uma história íntima, quando, na verdade, “pessoal” se refere às pessoas a quem a palavra se dirige.
Confira mais exemplos de como a ausência da vírgula do vocativo interfere no sentido da frase:

3) Ouça Maria.
4) Ouça, Maria!

Aqui o objetivo é pedir que Maria ouça, porém, sem a vírgula, entende-se que é ela quem deve ser ouvida.

5) Você viu a boneca Luísa?
6) Você viu a boneca, Luísa?

Nesse caso, pretende-se perguntar à Luísa se ela viu a boneca, mas, sem a vírgula, infere-se que está sendo perguntado se o interlocutor viu a boneca chamada Luísa.

Vocativos informais e situações de uso:

Fulano, vamos estudar? 
Usados para se dirigir a quem escuta.
Amigos, vamos ao cinema hoje? 
Usados para se dirigir a quem escuta.
Mano, firmeza como você está? 
Usados para se dirigir a quem escuta.
Brodi, que beca legal! 
Que exprime admiração, alegria ou qualquer outra forte emoção.
Veio, tudo bem? 
Saudação cortês
Ó Cristo, iluminai-me. 
Indicam e nomeiam o interlocutor
Olá professora, a senhora está muito elegante hoje! 
Indicam e nomeiam o interlocutor
Eh! Gente, temos que estudar mais. 
Indicam e nomeiam o interlocutor
Lindos, nada de bagunça no refeitório! 
Usados para se dirigir a quem escuta
Oh, céus! Oh, dia! Oh, azar! 
Que exprime admiração, alegria ou qualquer outra forte emoção 

Referências Bibliográficas:
CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 6ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013. 800 p.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Companhia Editora Nacional. 695 p.
Fonte: Infoescola; Recanto das letras.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Classes gramaticais

Dentro dos estudos da morfologia, temos dez classes de palavras. São elas:


SUBSTANTIVO – Dá nome aos seres, mas nomeia também sentimentos, estados de espírito, sensações, conceitos filosóficos ou políticos, etc.
Exemplo: Democracia, Carla, Deus, cadeira, amor, sabor, carinho, Fada, etc.

ARTIGO – Palavras que servem para determinar ou indeterminar os substantivos de acordo com gênero e número, antecedendo-os.
Exemplo: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.

ADJETIVO – Indica qualidades ou características dos substantivos.

Exemplo: Menino bonito, Objeto útil, carro velho.

PRONOME – Pode acompanhar ou substituir um nome (substantivo) ou determina a pessoa do discurso.
Exemplo: Ele é inteligente; Meu cachorro morreu, etc.

VERBO – Expressam ações ou estados, e também fenômenos da natureza.
Exemplo: fazer, ser, andar, partir, impor, chover, ventar, chorar etc.

ADVÉRBIO – Modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios.
Exemplo: não, muito, constantemente, sempre, frequentemente, mais, menos, etc.

NUMERAL – Expressam quantidades, frações, múltiplos, ordem.
Exemplo: primeiro, vinte, metade, triplo, etc.

PREPOSIÇÃO – Servem para ligar uma palavra à outra, estabelecendo relações entre elas.
Exemplo: em, de, para, por, etc.

CONJUNÇÃO – São palavras que ligam orações, estabelecendo entre elas relações de coordenação ou subordinação.
Exemplo: porém, e, contudo, portanto, mas, que, etc.

INTERJEIÇÃO – Contesta-se que esta seja uma classe gramatical como as demais, pois algumas de suas palavras podem ter valor de uma frase. Mesmo assim, podemos definir as interjeições como palavras ou expressões que evocam emoções, estados de espírito.
Exemplo: Nossa! Ave Maria! Uau! Que pena! Oh!


Fonte: Infoescola