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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Gerações do Romantismo no Brasil

Romantismo foi um movimento artístico e filosófico que surgiu no final do século XVIII na Europa, indo até o final do século XIX.
Sua maior característica era a visão de mundo que se contrapunha ao racionalismo do período anterior (neoclassicismo).
O movimento romântico cultiva uma visão de mundo centrada no indivíduo, logo os autores voltavam-se para si mesmos, retratando dramas pessoais como tragédias de amor, ideias utópicas, desejos de escapismo e amores platônicos ou impossíveis.
O século XIX seria, portanto, marcado pela arte voltada para o lirismo, a subjetividade, a emoção e a valorização do “eu”.

O Romantismo brasileiro nasce logo após a independência política do Brasil (1822), e assumiu em nossa literatura um significado secundário, de um movimento anticolonialista e “antilusitano”, de rejeição à literatura produzida na época colonial, aos modelos culturais portugueses. Por isso, a primeira geração romântica tinha a preocupação de garantir uma identidade nacional que nos separasse de Portugal, buscando no passado histórico elementos de origem nacional.

Temos três gerações de escritores românticos:

- Primeira geração: nacionalista, indianista e religiosa. Os poetas que se destacam são: Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães.

- Segunda geração: é um período marcado pelo mal do século, apresenta egocentrismo irritado, pessimismo, satanismo e atração pela morte. Os poetas que se destacam são: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire.

- Terceira geração: esse período desenvolve uma poesia com caráter político e social, é formada pelo grupo condoreiro. O maior representante dessa fase é Castro Alves.

Primeira geração

Os primeiros românticos são conhecidos como nativistas, pois seus romances retratam índios vivendo livremente na natureza, numa representação idealizada. O índio é transformado no símbolo do homem livre e incorruptível.
Nosso Romantismo apresenta como traço essencial o nacionalismo, destacando o indianismo, o regionalismo, a pesquisa histórica, folclórica e linguística, e a crítica aos problemas nacionais.

Segunda geração

O tema que fascinou os escritores da segunda geração romântica brasileira foi a morte. Nas obras dos escritores desse período está presente uma visão negativa do mundo e da sociedade, onde expressam seu pessimismo e sentimento de inadequação à realidade, pois viviam uma vida desregrada, dividida entre os estudos acadêmicos, o ócio, os casos amorosos e a leitura de obras literárias, como as de Musset e Byron.

A segunda geração, também conhecida como ultrarromantismo, encontra no Brasil discípulos fervorosos, que diante do amor apresentam uma visão dualista, envolvendo atração e medo, desejo e culpa. Em seus poemas, a imagem de perfeição feminina apresenta os traços de morte, condenando implicitamente qualquer forma de manifestação física do amor.

Terceira geração

A terceira geração é também conhecida como “O condoreirismo”, os poetas dessa geração apresentam estilo grandioso ao tratarem de temas sociais, eram comprometidos com a causa abolicionista e republicana desenvolvendo, assim, a poesia social.
Castro Alves é o poeta que mais se destaca. Inspirado nos princípios de Victor Hugo, ele começa a escrever poemas sobre a escravidão. Há, retratado em seus poemas, o lado feio e esquecido pelos primeiros românticos: a escravidão dos negros, a opressão e a ignorância do povo brasileiro.
Castro Alves ficou conhecido como “o poeta dos escravos”.


Enquanto isso, na prosa romântica, iniciava-se, de fato, a produção de prosa literária no Brasil. Neste campo, o romantismo se dividiu por tendências, sendo elas:
Romance Urbano - ligava-se à vida social, principalmente no Rio de Janeiro, descrevendo os tipos humanos encontrados naquela sociedade.
Romance Regionalista (sertanejo) - demonstrava atração pelo pitoresco e tinha como principal característica a retratação da vida no interior do Brasil, seus hábitos, seu modo de falar, etc.
Romance Histórico - tratou-se de uma revalorização do passado, trazendo ao romance personagens da nossa história, retratando-os de modo nacionalista.
Romance Indianista - por fim, porém não menos importante, há o romance indianista, que teve como maior representante o romancista José de Alencar, e como característica a idealização do índio, como herói brasileiro, nobre e valente.


Álvares de Azevedo


Já em relação aos aspectos formais, a literatura romântica é desvinculada dos padrões do Classicismo, caracterizando-se pelo verso livre, sem métrica e pelo verso branco, sem rima.
Características como o subjetivismo e o sentimentalismo não podem ser separadas da estética romântica, pois estiveram presentes em toda ela, tanto na prosa, quanto na poesia.
Além destas, há outras características tipicamente românticas, como o nacionalismo, o ufanismo, a religiosidade, a evasão, a idealização da realidade e do ser amado, o escapismo e o culto à natureza.



Fonte: mundoeducação; infoescola
Imagens: divulgação


Barroco (literatura)

(Final do séc.XVI e início do séc. XVII).

  • Período literário caracterizado por contrastes, oposições e dilemas;
  • O homem do barroco buscava a salvação ao mesmo tempo que queria usufruir dos prazeres mundanos, surgindo assim os conflito. O antropocentrismo (homem) se opõe ao Teocentrismo (Deus);
  • O homem deste período está entre o céu e a Terra. Mesmo se valorizando, vivia atormentado pela ideia do pecado, logo vivia buscando a salvação.

Características:

O culto aos contrastes e a presença da antítese (claro/escuro, vida/morte, tristeza/alegria);
O pessimismo;
Intensidade: presença de hipérbole (figura de linguagem caracterizada pelo exagero da expressão);
Linguagem muito rebuscada.

Autores e obras:

1-Bento Teixeira: "Prosopopeia" - marco inicial do Barroco brasileiro em 1601;
2-Gregório de Matos (apelidado "Boca do Inferno"). Escreveu poesia lírica, satírica e religiosa. Não publicou nada em vida, o que conhecemos de sua obra é fruto de pesquisas. O apelido surgiu pois ele retratava a sociedade da época, às vezes, com uma linguagem considerada de baixo calão);
3 - Padre Antônio Vieira: "Sermão da Sexagésima", "Sermão de Santo Antônio aos peixes".


ANÁLISE DO POEMA "A INSTABILIDADE DAS COUSAS DO MUNDO" DE GREGÓRIO DE MATOS

Nasce o sol e não dura mais que um dia. (antítese vida/morte)
Depois da luz, se segue a noite escura, (ant. claro/escuro)
Em tristes sombras morre a formosura, (ant.feio/belo)
Em contínuas tristezas a alegria. (ant. tristeza/alegria)
Porém, se acaba o sol, porque nascia? (dúvida)
Se é tão formosa a luz, porque não dura?
Como a beleza assim se trasfigura?
Como o gosto da pena assim se fia? (sofrimento)
Mas no sol e na luz falta a firmeza;
Na formosura, não se dê constância
E, na alegria, sinta-se tristeza. (ant. tristeza/alegria)
Começa o mundo, enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza:
A firmeza somente na inconstância.

(Gregório de Matos.Obra Completa.)

O poema acima é formado por 2 quartetos e 2 tercetos, num total de 14 versos. Esta é a estrutura de um soneto.
Há a figura constante da antítese. Exemplos:
Verso 1: vida/morte
Verso 2: claro/escuro
Verso 3: feio/belo
Verso 4: tristeza/alegria
Verso 11: tristeza/alegria
O traço comum a todos os versos da segunda estrofe é a interrogação, a dúvida e a incerteza.
O Barroco enfatiza tudo que é inconstante, que muda de aparência, que está em movimento.





Fonte: infoescola
Imagem: divulgação

Quinhentismo (literatura)

Antes do Brasil ser descoberto, a expansão marítima dos espanhóis e portugueses exploravam os mares buscando novos territórios;
 Com a chegada de Portugal ao Brasil, é iniciada uma fase de produção escrita no país;
Os nativos que habitavam o território eram analfabetos, os portugueses que viviam nas terras brasileiras eram deportados ou aventureiros e os jesuítas tinham como ocupação a catequese dos fiéis;
A produção de obras escritas tinha caráter informativo (documentos que descreviam as características do Brasil e eram enviados para a Europa, onde não se sabia nada sobre os costumes dos nativos e os recursos naturais das terras brasileiras);
As publicações da época contavam com cânticos religiosos, poemas dos jesuítas, textos descritivos, cartas, relatos de viagem e mapas. Consta que o primeiro texto escrito no território do Brasil foi a Carta de Pero Vaz de Caminha, em que registra suas impressões sobre a terra recém-descoberta;
Mas apesar da grande variedade de documentos de época que comprovam a existência de produção escrita, alguns estudiosos da língua portuguesa dizem que este material é considerado paraliterário, ou seja, formas não convencionais de literatura como autoajuda, literatura de cordel, entre outros;
Entre os principais documentos do Quinhentismo estão: “História do Brasil” - frei Vicente de Salvador;
“Diálogo sobre a Conversão dos Gentios- padre Manoel da Nóbrega;
“Tratados da Terra e da Gente do Brasil” - Fernão Cardin;
“Tratado Descritivo do Brasil” - Gabriel Soares de Sousa;
“Diário de Navegação”, de Pero Lopes de Sousa;
“Carta de Pero Vaz de Caminha”.


No trecho abaixo, texto retirado da Carta de Pero Vaz, é possível entender um pouco sobre os primeiros contatos entre os portugueses e os índios:

“Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram. Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito, por o mar quebrar na costa. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto. Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas como de papagaio; e outro deu-lhe um ramal grande de continhas brancas, miúdas, que querem parecer de aljaveira, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza, e com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar.”





Fonte:infoescola
Imagens: divulgação

Humanismo (literatura)


  • Época de transição entre a Idade Média e o Renascimento;
  • O ser humano passa a ser valorizado;
  • Surge uma nova classe social, a burguesia, que não eram nem servos nem comerciantes;
  • Com o Surgimento desta nova classe social surgem as cidades e muitos homens que moravam no campo se mudaram para as cidades, como conseqüência o regime feudal de servidão desapareceu;
  • Novas leis foram criadas e o poder passa para as mãos de ricos, apesar de não serem nobres;
  • O status econômico passa a ser mais valorizado que o título de nobreza;
  • As Grandes Navegações trouxeram ao homem confiança de sua capacidade e vontade de conhecer e descobrir várias coisas. A religião começou a decair (mas não desapareceu) e o teocentrismo deu lugar ao antropocentrismo (o homem passou a ser o centro de tudo e não mais Deus);
  • Os artistas começaram a dar mais valor às emoções humanas;
  • Estas mudanças demoraram para ocorrer.
HUMANISMO = TEOCENTRISMO X ANTROPOCENTRISMO


Algumas manifestações literárias:

Teatro

O teatro foi a manifestação literária onde ficavam mais claras as características desse período.
Gil Vicente foi o nome que mais se destacou, ele escreveu mais de 40 peças.
Sua obra pode ser dividida em 2 blocos:

Autos: peças teatrais cujo assunto principal é a religião.
“Auto da alma” e “Trilogia das barcas” são alguns exemplos.

Farsas: peças cômicas curtas. Enredo baseado no cotidiano.
“Farsa de Inês Pereira”, “Farsa do velho da horta”, “Quem tem farelos?” são alguns exemplos.

Poesia

Em 1516 foi publicada a obra “Cancioneiro Geral”, uma coletânea de poemas de época.
O cancioneiro geral resume 2865 autores que tratam de diversos assuntos em poemas amorosos, satíricos, religiosos entre outros.

Prosa

Crônicas: registravam a vida dos personagens e acontecimentos históricos.

Fernão Lopes foi o mais importante cronista(historiador) da época, tendo sido considerado o “Pai da História de Portugal”. Foi também o 1º cronista que atribuiu ao povo um papel importante nas mudanças da história, essa importância era, anteriormente atribuída somente à nobreza.



Fonte: infoescola
Imagem: divulgação